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Este trabalho de Paula Puiupo é altamente sonoro. Não visual, mas sonoro. O ruído vem do traço, nas ondas que permeiam a narrativa, no imaginário da cidade grande, na sugestão da música. Um poutpourri de contrastes sonoros no silêncio.

Seu trabalho, com narrativas raramente lineares, cada vez mais, desde que a acompanho como amiga e fiel admiradora, tem trazido a questão das raízes, da saudade, do estar à deriva e longe de um lar. Há uma angústia latente nesse tema que permite que, por mais abstratas e sensoriais que sejam suas histórias, elas nos toquem de forma profunda. Este processo tem seu ápice em “Gume”. 

Para confirmar, escute.

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english

This work by Paula Puiupo is highly reverberant. Not visual, but sonorous. The noise comes from the lines, in the waves that permeate the narrative, in the imaginary of the big city, in the suggestion of music. A poutpourri of sound contrasts amongst silence.

 

Her work with rarely linear narratives, increasingly, since I follow it as a friend and loyal admirer, has brought the thematics of roots, of longing, of being adrift and far from home. There is a latent anguish in these themes that allows, however abstract and sensory her stories might be, to touch us in a profound way. This process has its apex in "Gume".

 

To confirm, listen.

- Anna Lima

Gume is a story about memories, forgetting, and bringing back the past.

Self published, 28 pages, grayscale, polen bold 90g.